15 de mai de 2011

A volta do boêmio

“Pura com dois cubos de gelo, por favor.” Foi de fato a última frase que me lembro de dizer.

Flashes de momentos, como a boca de outra mulher em meu corpo, vêem a mente sem me aterrorizar.

A noite estava fresca. Não tão fria como algumas que precederam, nem tão quente quanto outras que passei acompanhado.

Pessoas na praça tocavam músicas vazias, acompanhadas de bebidas quentes. Nada realmente interessante.

Apostas foram perdidas, mas o que de fato me chama mesmo atenção, é que tudo continua exatamente igual: o mesmo roteiro com personagens pré-estabelecidos. Mudam-se os atores e a minha paciência, que oscila como a bolsa de Nova Iorque em plena recessão.

Ainda de fato sinto sua falta.

Ainda bebo para que as pessoas pareçam divertidas, e me envolvo com mulheres que, no dia seguinte, não lembro sequer as fisionomias.

É. Parti daqui tão contente, não tinha mesmo razão pra voltar.

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