27 de jun de 2011

Everything trying

Olhei no fundo daqueles lindos olhos após um abraço apertado e perguntei: "Precisa de alguém?"
Ela me respondeu com um sorriso no canto dos lábios: "Preciso de ninguém."
Hipnotizado por aquele rosto e o piercing no nariz, fiz outra pergunta: "Quer algo?"
Depois de uma pausa quase dramática me respondeu: "Nada"
No final da noite nos abraçamos com vontade e nos despedimos com saudade.


(Um sol com a cabeça na lua)

13 de jun de 2011

Wish you were here

Num ato desesperado tentando te sentir um pouco mais perto, peguei o cobertor que você esqueceu.

Apertei junto ao peito e senti o resto do seu perfume que ainda estava nele.

Deitado na cama, como uma criança de seis anos que abraça o cobertor que a avó fez pra não se sentir sozinho, dormi.

Sem sonhos, dessa vez seu cheiro era real e o vazio ao acordar também.

9 de jun de 2011

Redemption Song

Não é como se eu fizesse de propósito, ou, como se esse comportamento autodestrutivo fosse só uma maneira de chamar atenção.

Eu nunca quis, de fato, fazer nenhuma de vocês sofrer.

Meu mundo gira de acordo com a minha vontade, eu sempre deixei claras as minhas intenções. Não quero fugir da minha parcela de culpa. Longe disso. Só queria poder dizer: “Sinto muito. Poderia ter sido diferente. Não é você, sou eu. Sinto sua falta” e todas essas coisas que as pessoas dizem quando se sentem culpadas e querem ficar bem de novo com o mundo.

Mas eu não quero, nunca quis. Acho que é genético. Meu avô se destrói aos poucos desde os 15 anos, eu faço o mesmo desde os dez.

De qualquer maneira, gostaria dizer (ao menos uma vez na vida) um sincero e pesaroso: Sinto muito, você é especial pra mim e te quero de novo na minha vida.

8 de jun de 2011

You Shook me (part 2)

Entrou no bar com um sorriso no canto dos lábios, esperava por algumas amigas. Não parecia ser do tipo dependente, que precisa de ajuda até pra ir ao banheiro. Sentou no balcão ao meu lado, tinha um piercing no canto da boca, próximo as covinhas que apareciam quando sorria, comentou algo com o dono do bar, já era de casa.

Eu permaneci alí, com a boca aberta e um brilho que tomou conta dos meus olhos no momento em que ela passou pela porta do bar.

Um sotaque bonitinho, cabelos negros e a minha atenção, era isso que ela tinha, era isso que a diferenciava das outras, bebeu algumas cervejas e as amigas chegaram, eram tão comuns e maçantes perto dela.

Minha garota apertou firme a minha mão e num ato desesperado de ciúmes ao ver que ela já não era mais meu foco me beijou.

Eu não conseguia sequer tirar os olhos da outra.

Repentinamente sua cabeça começou a doer e fui forçado a levá-la em casa, nunca mais vi a garota do sorriso magnético.

Interstate Love Song

Falavam sobre a Grécia, eu só conseguia pensar nos seus olhos. Lá fora a lua me olhava com um sorriso de despedida nos lábios, como de quem quer adiantar a partida. Por mais triste e lindo que fosse não tirava sua boca do pensamento.

Mesmo com a proximidade, o vicio do jogo falava mais alto.

Não sucumbimos ao impulso. O jogo parecia mais excitante, pelo menos pra você.

Como gata e rato. Uma linda gata com olhos coloridos que se igualam a borboletas que voam em plena primavera, lábios suaves e hipnotizantes e uma das vozes mais doces que já escutei. Eu, só mais um rato, lutando como Ulisses para não me render aos encantos da sereia.

Outros competiam por sua atenção, eram brigas tão silenciosas quanto a minha, por mais que não tivessem o duelo interno que eu travava incessante, ainda te queriam. Talvez não tanto nem tão intensamente quanto eu.

Não tão heróico quanto Hercules mas, talvez tão honrado quanto, lutei. Lutei até o seu limite por um pouco de carinho.

O leão de medeia seria mais fácil de domar que o seu coração.

Ainda existia a lua, por mais que você tivesse esse poder de me fazer esquecê-la por alguns instantes, mesmo que por uma tarde inteira, ela ainda estava lá.

Ainda quero você e seus beijos com gosto de amora.


(Dedicado a você e todos os nossos jogos, beijos de amora.)

5 de jun de 2011

The Science Of Selling Yourself Short

E eu continuo a desperdiçar chances, a cultivar apatia e a dispensar qualquer uma que quer e pode ser boa pra mim.

Pra variar pensei em uma pessoa nova.
Nova pra mim. Novidade querer alguém diferente.
Livre de culpas, talvez eu tente criar uma nova chance...

4 de jun de 2011

Old habits die hard. [part1]

"Eu avisei todas elas desde o principio. Sempre disse frases, como: Querida, preciso lhe avisar... eu tenho um carimbo invisível escrito CUIDADO! Não quero compromisso. Nunca vou me casar.

Apesar de meus melhores esforços estou sentindo rachaduras na minha capa de proteção.”



Alfie.