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18 de mai. de 2013

Querida L.



                Talvez nosso tempo tenha passado. Eu desisti de pensar em nós, até porque, foram tão poucas as vezes que existiram, de fato, um “nós”. Sou mesmo sentimentaloide e acreditava, até um dia desses, nesta coisa de sentimentos, mas é que tem acontecido muitas situações, tantas pessoas, lugares.
                Você é meu caos emocional, eu sei lidar com isso. A rotina sempre me fascinou, porém, me enjoo muito fácil dela. Estar perto é o que eu mais queria. É como dizem: “não se pode ter tudo que quer, mas as vezes se você olhar pode perceber que tem tudo que precisa”.
                Não gosto de pensar que eu não preciso de você.
                E não parei de te escrever, eu parei de te enviar o que escrevo. Sempre lidei bem com a rejeição, desde que não fosse sua rejeição.
                Encerro a minha resposta por aqui, não quero ser ou parecer mais redundante do que tenho sido todos esses anos.
Gostei de levantar, mesmo ressaqueado, e ter notícias sua.
                De alguém que não te esquece, de um sentimento que não muda, de um homem infielmente seu, J.

Querido J.

Quanto tempo!
Você não devia ter parado de me escrever, às vezes,
Em meio a correria, eu ainda passo aqui pra saber da sua vida.
Fico me perguntando se depois de tanto tempo ainda haveria
Um espaço que me queira, aí dentro de você. Continuo te achando
Sentimental, você tem o jeito pra isso, J ... na verdade, eu até
Gosto disso em você. Com o tempo eu pude perceber que eu
Gosto de muitas coisas em você, coisas que antes eu implicava
Ou não entendia. Não sei se entendo, mas eu queria ao menos
Não entender perto, perto de você. Ensaiei te escrever por tanto
Tempo e desisti todas as vezes, mas é que essa noite tive um sonho
Bonito com a gente ... Éramos felizes juntos, mesmo contudo
Estávamos La no nosso silêncio, mas felizes. Estranho.
Acho que vou sempre pensar em você. Boa insônia!
Com afeto
, L.


Carta encontrada nos comentários.

31 de jul. de 2012

Querida L.

                Olha só, vou começar essa carta assim. Exatamente desse jeito.
                Com todos esses espaços e parágrafos, porque é cedo demais para te ligar e o dia mal começou para que eu possa pensar em me matar, por mais que eu pense – às vezes.
                Sei que tem muito tempo que não te escrevo algo substancial, mas sabe como são essas coisas e como eu sou desligado do mundo e de pessoas que estão – e são – distantes.
                Não tenho muito que dizer. O pé de amora morreu, perdi meu emprego, e, talvez publique meu primeiro livro. Você sempre leu tudo que escrevi e apesar de nunca dizer nada além de: “Nossa que sentimental” e achar que não levo jeito, algumas pessoas pareceram gostar.
                Recebi um bom adiantamento e as coisas estão relativamente encaminhadas. Não, eu não parei de fumar, ou beber, fuder e querer você de novo. Velhos hábitos são difíceis de perder. Acordei cedo porque tive um sonho estranho.
                Você não vai receber essa carta na hora em que escrevi.
                Bom... Sonhei que éramos adolescentes de novo e que namorávamos, eu era só mais um garoto tentando se encontrar e com uma única certeza, você. Pegávamos algum curso extra, inglês ou francês, não lembro ao certo e eu te deixava em casa todos os dias. Você era ainda mais linda que hoje. Nosso maior problema era contar ao seu pai porque sua mãe parecia bem com isso e até nos ajudava algumas vezes. Engraçado, eu sei.
                Passávamos horas sentados em algum lugar entre a minha casa e a sua, sem uma sombra sequer, só as nuvens, o céu azul, o sol fresco marcando o final do inverno, a grama verde e beijos, muitos beijos e carinhos.
                Era inocente, puro. Não que a tensão sexual não existisse, ela só não era prioridade.
                Eu só queria você de qualquer jeito. Não sei se é um pouco tarde pra isso, mas eu ainda quero.
                Você era uma garota meio confusa, bem extrema com relação a bebidas, cigarros e música. Não muito diferente de hoje na verdade.  No sonho eu também não sabia como conversar com você sem parecer alguém com sérios problemas mentais, assim como hoje. Não sabia o que falar e passava boa parte do nosso tempo juntos calado ou te provocando, você também tinha problemas em entender meu sarcasmo e parecia não gostar muito de mim.
                Mas eu estava feliz.
                O sonho durou por meses, não que tenha durado mesmo, mas pareceu.
                Ainda te conheço muito bem, sei o que te irrita e por mais você não seja a adolescente estranha e um pouco fora do padrão que eu convivi em meu sonho ainda quero você de qualquer jeito. Não sei se é um pouco tarde pra isso, mas eu quero.
                Acho que vou ser sempre louco por você. De um infiel apaixonado qualquer do seu passado, J.


23 de mai. de 2012

Querida L.

Queria te escrever algo novo, mas preferi ser sincero como sempre.
"Vê se te alimenta e não pensa que eu fui por não te amar. Cuida do teu pra que ninguém te jogue no chão e procure dividir-se em alguém."
Por hoje é isso. De um homem infielmente seu, J.

19 de jan. de 2012

Querida L.


                Te escrevo pra dizer tudo aquilo que não posso te falar pessoalmente. Não te digo pessoalmente por conta dele, essas coisas te forçariam a se afastar de mim, e eu não quero isso.
                Você já foi minha, por uma tarde ou duas.
                Era só minha, com beijos de amora e a brisa fresca que entrava com alguns raios de sol pela sua janela. Você tem belas pernas. Já disse que te quero, quero mais do que duas vezes isoladas, eu te quero para te fazer sentir tudo isso que eu sei que posso te proporcionar.
                Garotos são sempre incompetentes quando conseguem uma mulher.
                Não quero te iludir, você sabe melhor do que ninguém o meu valor. Eu só queria mais uma chance para te fazer se sentir como uma mulher de verdade e não mais um troféu a ser exibido.
                Sei que não tenho o suficiente para ser levado a serio, mas saiba que você se tornou alguém importante para mim.
                Não consegui escrever muito, mas você sabe que sou de poucas palavras. De um homem infielmente seu, J.

26 de set. de 2011

Querida L.

O que te dizer? (que já não tenha dito)

Talvez que seu sorriso é lindo (isso eu já disse)

Mas eu disse isso olhando no fundo dos seus olhos a ponto de parecer que estamos conectados? Não quero parecer sentimentaloide ou melodramático. Longe de mim, usar de artifícios da demagogia.

É só que hoje em especial eu queria um abraço seu, daqueles demorados. Onde se sente de verdade o cheiro e o calor do corpo do outro. Com pequenos beijos no pescoço de fazer arrepiar a alma e confortar o corpo.

Saudade.

Palavra grande. Não na forma, claro. O sentido. Teria de ser mais direto para que entendesse qual parte exatamente me refiro. Saudade talvez do que não vivi e ainda pretendo viver com você.

É difícil. É Sempre difícil, porque enquanto me pergunto “o que te dizer?” você me vem a cabeça e junto milhões de planos e situações.

Eu gosto dos seus olhos, acho que por hoje é isso.

Atenciosamente de um homem que sente por não estar perto de você, J.

19 de set. de 2011

Querida L.

Nunca fui bom em começos (acredito até que seja essa a razão do meu fracasso em relacionamentos) seja começo de carta, relações, trabalhos, cozinhar. Pode parecer sem sentido agora, mas para mim é sempre um grande desafio -e de certa forma sacrifício- começar algo. Não é como se cada relação pudesse ser comparada a uma receita.

Pitadas de interesse, duas colheres (de sopa) de beleza, quatro xícaras (de chá) de vontade, meio quilo de respeito, meio quilo de amor próprio, sentimentos sortidos.

Infelizmente não é assim tão simples. Não dá para se catalogar, criar métodos e reproduzir quantas vezes achar necessário. É sempre bem mais que isso. Vemos e criamos barreiras que não deveriam ser criadas –elas se quer existem.

O que sinto por você é forte. Essa estranha conexão que criei no instante em que nos conhecemos, essa vontade de saber mais sobre você, de te ouvir, beijar, abraçar, essa vontade de te segurar junto e fazer o possível pra te proteger desse mundo cruel, dormir e acordar ao seu lado.

Alguém já disse que você fica linda, sem maquiagem e a meia luz?

Não sei se sente algo por mim, mas se sim, se for tão intenso quanto o que sinto por você –ou não-, me mostre aos poucos. Gosto de te descobrir, saber das suas manias e gosto do jeito que sorri quando percebe que te encaro com sorriso bobo na face.

Não sei se vai durar, também não sei se passaremos do inicio, mas eu sei que agora te quero muito.

Atenciosamente de um cara que sente a sua falta, J.

12 de set. de 2011

Querida L.

Engraçado como as coisas mudam né?! Hoje eu trocaria Rio por São Paulo. Não sei se faria o mesmo mês passado. Você sabe já te disse isso antes. Não disse o motivo. Bom aqui vai... O motivo é você. Não sei por qual razão, na verdade até sei, você consegue ser incrível de um jeito incomum. Como uma daquelas personagens de um filme exclusivo, feita sob medida pra ser cuidada e tratada com muito carinho. Não sei se você gosta, afinal, não nos conhecemos assim tão bem.

Queimamos etapas demais no tempo que passamos juntos. Algumas importantes para convivência, outras nem tanto. Sabe, acontecem coisas que a astrologia, cartomantes e cientistas não são capazes de explicar. Como conhecer alguém e em questão de instantes um sentimento recíproco de intimidade tomar conta. Seria o equivalente a encontrar alguém que você passou grande parte da vida esperando.

Acho que por enquanto é isso. Não quero te assustar falando de coisas que sinto, nem quero seduzir seu coração com palavras bonitas. É só um desabafo de alguém que bem recentemente mudou e sentiu coisas que até então tinha se recusado a sentir.

Atenciosamente de um cara que te quer muito bem, J.

5 de set. de 2011

Querida L.

Olha, sei que nos conhecemos há pouco tempo e que os outros (e até mesmo você) podem dizer que não vivemos coisas o suficiente, não convivemos o bastante, mas... eu sinto sua falta. Acho que não era necessário escrever uma carta pra dizer somente isso. Poderia ter ligado. Seria rápido e pratico.

O que você ainda não sabe é que eu não me dou muito bem com telefones. Por mais que eu tenha um discurso preparado, tenha projetado e imaginado nosso dialogo, no momento em que você disser: “Alô?” vai tudo por água abaixo. Acho que é a sua voz que me trava. Eu não queria ouvi-la sem poder te tocar ou pelo menos te ver, isso só aumentaria essa falta.

Preocupações a menos fizeram desse domingo um dia nostálgico (Acho que está virando rotina). Não sei se é normal e não sei se deveria te escrever sobre isso, é só que acho justo que você saiba que tem alguém que não te tira da cabeça e nem dos sonhos.

No final das contas 490 quilômetros são pouco para que eu não pense em você. Atenciosamente de um cara que ainda está encantado, J.