5 de set de 2011

Querida L.

Olha, sei que nos conhecemos há pouco tempo e que os outros (e até mesmo você) podem dizer que não vivemos coisas o suficiente, não convivemos o bastante, mas... eu sinto sua falta. Acho que não era necessário escrever uma carta pra dizer somente isso. Poderia ter ligado. Seria rápido e pratico.

O que você ainda não sabe é que eu não me dou muito bem com telefones. Por mais que eu tenha um discurso preparado, tenha projetado e imaginado nosso dialogo, no momento em que você disser: “Alô?” vai tudo por água abaixo. Acho que é a sua voz que me trava. Eu não queria ouvi-la sem poder te tocar ou pelo menos te ver, isso só aumentaria essa falta.

Preocupações a menos fizeram desse domingo um dia nostálgico (Acho que está virando rotina). Não sei se é normal e não sei se deveria te escrever sobre isso, é só que acho justo que você saiba que tem alguém que não te tira da cabeça e nem dos sonhos.

No final das contas 490 quilômetros são pouco para que eu não pense em você. Atenciosamente de um cara que ainda está encantado, J.

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