21 de out de 2011

Brown eyed girl

O problema é esse, sempre foi. Aqueles olhos não me saíram da cabeça. Ela tinha uma cara de má e uma atitude engraçada e eu estava bêbado, pode não ter sido nada disso. Eu confundi seu nome e a levei em casa.

Ela sentia frio.

Todos sentimos frio nessa cidade, esse é o charme do local. Lindos olhos, um sobrenome engraçado, e, eu mencionei o quanto ela ficou linda com a minha camisa xadrez?

A noite passou como tinha mesmo que passar. Vieram dias, semanas, algumas palavras trocadas até o reencontro. Aqueles olhos continuavam magnéticos, combinavam perfeitamente com a boca e o sorriso, mesmo rindo ela não perdia o jeito “bad-ass”.

Não teve folga.

Não sei se ele era mais interessante que qualquer um ali, parecia querer um troféu. Ela era o troféu. Não que eu tivesse vergonha de exibi-la, mas não seria a prioridade. A perdi de vista, nós conversamos quando nos esbarramos e só.

Eu queria saber mais sobre ela, comida favorita, filmes, seriados, desenhos. Eu a queria. Acho que sempre quis, desde aquele momento no corredor em frente ao bebedor.

No final da noite me restou à vontade e o aperto do arrependimento no peito. Foi o beijo mais doce que tive em meses.

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