28 de mar de 2012

Rua Antonio Rocha



                Aí num sábado na parte da tarde, mais precisamente às dezesseis horas e quatorze minutos, você se depara com o som de passos na rua vazia pela qual vagava, alguém te segue.
                Masca o chiclete, já sem sabor, com mais força. Passa a mão no bolso confere o celular e as chaves, no outro bolso alguns trocados do pão.
                “É o fim!”
                Os passos aumentam o som, velocidade. Aquela senhora de oitenta e dois anos que mora na rua de cima da sua casa te ultrapassa apressada “Tô perdendo o Raul Gil”. Suspira aliviado. 

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