24 de abr de 2011

Drown in my own tears

      Eu não tô legal.
     A questão é:  Quando estive?

     Verdade é que sempre tive a sensação de que me faltava algo, até conhecer você.
Eu sei que isso é clichê, ao menos aparentemente. O diferencial, aqui, é que mesmo sabendo que você me traz plenitude, nirvana, felicidade, ou qualquer outro termo do gênero, nosso futuro juntos é tão incerto quanto seu humor após algum comentário meu.

     O número de garrafas vazias, a minha volta, aumenta.
     As garrafas testemunham meu fracasso diante dessa situação.

     Já não consigo conter o ódio que sinto por mim, mas também não consigo conter nada disso que sinto por você. E, mesmo sabendo que isso é bom, me sinto triste, quebrado e sem chão, por não ter você por perto.

     E mesmo que essas lágrimas que enchem meus olhos acabem por cair, saiba que o que sinto por você é afeto, carinho, preocupação e saudade –saudade essa que vem me ferir cada vez mais intensamente.

     Me pergunto se Ray Charles chorava. Pra escrever músicas como as dele, é preciso muita criatividade ou fígado e coração mais fortes que o normal.
     Se minhas lágrimas caíssem, com toda certeza eu me afogaria nelas. (Dedicado a você e a todos os momentos que passamos juntos, seja em corpo presente ou virtualmente "Through the sleepless nights")

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