3 de ago de 2011

I wanna be sedated

Finalmente se levantou da cama e saiu, havia alguns dias que não punha os pés fora de casa. Queria um tempo do mundo, mas todos sabem que não é possível.

O mundo não dá tempo.

A vida não te dá brechas, o amor e a paixão são implacáveis e, como diz Humberto: “no nosso peito bate um alvo muito frágil”. Te vendem uma historia enlatada de um relacionamento complexo e cheio de regras.

Você compra.

Acredita fielmente naquilo (pelo menos até viver). É broxante, e ele sabe disso (já esteve lá). Mas não foi preparado pro que está vivendo (ninguém nunca foi). Essa felicidade, boas noites de sono, se alimenta bem, quase não fuma, sem brigas na rua e o melhor... sem ressaca. Até ela ir embora. A distancia traz novamente tudo aquilo que atormenta. Ele sempre se faz as mesmas perguntas: “porque não posso ser feliz sem ela? Tem que ser realmente assim? Alguém algum dia poderá suprir o que até hoje só ela me dá? E se ficássemos juntos de verdade?”.

Sem respostas.

E ele continua vivendo. Vivenciando um verdadeiro relacionamento, algo simples (pra variar). Como era de se esperar, ele levantou e saiu, saiu como fazia todos os dias antes e depois de tê-la conhecido.

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