28 de abr de 2012

Box

                Aí você acorda. A casa silenciosa “Não tem ninguém”.
Suspira.
Urina com dificuldade por conta da ereção matinal. Dá descarga e olha para o espelho, limpa as remelas, escova os dentes, o coração acelera. Se convence que é por conta da mijada “efeito retardado”.
Caminha até a cozinha e a porta do quarto bate forte.
“Foi só o vento rapaz”
Abre a geladeira, pega a garrafa de água e dá duas boas goladas no bico mesmo, a brisa fria encontra sua espinha “Acho melhor um banho”.
Já nu com a água caindo em sua cabeça, todos os problemas parecem distantes, shampoo na mão, massageia o cabelo e na hora do enxague, BOOM, seu reflexo te encarando paralisa suas pernas e palpita o coração.
“Filho cheguei!”
“Não era nada no final das contas” e um sorriso aliviado na boca.

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