30 de mar de 2011

I remember you. (part 2)

Acordei ouvindo o som da chuva, bem parecido com o som da noite anterior, da chuva que caía pouco antes de você ir embora, e que por muito pouco não abafava as músicas que escutávamos. Ter você ali deitada ao meu lado -em silêncio-, a troca de olhares, carinhos e por último os beijos, seria o mais próximo do paraíso.

Nos encontramos mais tarde. Você estava tão linda como sempre, com aquele sorriso meio sem graça. Dessa vez não relutou em me beijar. Você disse que se sente confortável ao meu lado, que se sente bem. Realmente quero acreditar que isso é verdade.

Passamos a tarde e um longo pedaço da noite juntos. Foi um dia calmo, tranqüilo, muita conversa e carinhos que, em público, ficavam tímidos, meio escondidos, mas que me diziam que você estaria ali para mim assim que todos se fossem e as luzes se apagassem. O futuro parecia promissor.

Sem saber o que fazer, você parou o carro alguns metros da minha casa e ficamos ali por horas, conversando, nos beijando e falando sobre tudo. O que era ato isolado se transformou em “nada”, um nada que me deu mais satisfação do que eu imaginava.

Você queria carinho, eu queria você.

Tenho que me acostumar com essa idéia para não perder a relação amigável que temos. Apesar desses dias ao seu lado terem tomado conta de todas as lembranças que tenho de você, sei que aquele foi o nosso ápice e que jamais vai se repetir.

Já tive momentos difíceis ao seu lado, como quando você se irritava comigo, ou quando demorava a dar noticias por estar em outro país, ocupada demais para responder. Mas, de tudo, com certeza este será o pior.

“I remember you through the sleepless nights, through every endless day”

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