30 de ago de 2011

Something

Sete bilhões de pessoas no mundo. Cento e noventa e dois milhões de brasileiros. Qual seria a probabilidade de se encontrar alguém único? Daqueles que tem manias estranhas, da fala mansa e a voz bonitinha? Qual a chance de se conhecer alguém atrativo no meio de 192 milhões de pessoas?

De repente, uma noite quente, uma cidadezinha pequena. Alguns golpes de sorte –ou se preferir destino. Eles se esbarram. Ela diz algo, ele responde. “Aqui tá muito cheio, vamos lá pra fora?”, “Quase nada... E você?”, “É”, “É, nem eu”, “Então você toca?”, “Não! Não sou daqui não”, “Garrafas!”

Ela repara nele, ele não tira os olhos dela. Um único momento. Um simples piscar de olhos o teria feito perder. Ele não piscou, ela também não. Única, como quase todas as chances. Escolhendo uma musica pra definir o que se passou com ele aquela noite, ouça “I’ve Just seen a face”. Porque realmente, se fosse qualquer outro dia ele teria olhado pro lado. Mantido sua farsa. Sem momentos poéticos. Só teria lhe restado a mesma melancolia misturada a ressaca de sempre. O mesmo amor.

Sete bilhões de pessoas no mundo. Cento e noventa e dois milhões de brasileiros. Qual seria a probabilidade de se encontrar alguém único? Daqueles que tem manias estranhas, da fala mansa e a voz bonitinha? Qual a chance de se conhecer alguém atrativo no meio de 192 milhões de pessoas?

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