12 de jun de 2013

Não importa.



                Com 14 anos eu quase fui expulso da escola porque estava bebendo com meus amigos atrás do banheiro, mas eu não fui à aula nesse dia, estava com preguiça. Aos 16 quase namorei a mulher mais linda da cidade, eu acabaria a engravidando e levaria uma surra do pai dela, mas eu preferi, na época, uma vadia com peitos enormes. Quase larguei tudo e fugi até São Paulo para me tornar um escritor, lá eu serviria mesas e eventualmente assaltaria um banco, seria preso, na cadeia me esfaqueariam ou eu seria boneca de alguém, desisti desse plano e, dois dias depois, voltei para casa. Quase saí do país atrás de uma mulher que eu queria ter tido colhões pra ter pedido pra ficar. Da mesma forma que eu quase tive vontade de te pedir pra voltar.
                Quase tive você, mas acho que isso já não importa mais.
                Aqui estou recordando todas as coisas que poderia ter feito, quando a memória chega à parte que diz respeito a você, é como se pesasse uma tonelada. Eu sei que tivemos nossos problemas, só não consigo me lembrar de nenhum. Não posso esquecer, de dizer, que quase te escrevi uma carta hoje, porém acabei rasgando e jogando fora. Acho que quase te amei e o pior é que queria que você tivesse me amado também, mas acho que isso já não importa tanto, não é?!

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